quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O pão

Ceres é uma pessoa que acredita muito nas eras passadas. Talvez ela se identifique com o que dizem a respeito eras pagãs. O fato é que ela gosta tanto a ponto de ter parecido viver ou fazer parte daquela época até mesmo hoje.

Dançando suavemente, com um incenso de hortelã aceso perfumando o Ar, uma vela azul a reverenciar os elementais do Fogo, uma taça octogonal indicando a presença da Deusa das Águas, e frutas e pãos reverenciando a grande Mãe Terra em meio ao um circulo mágico traçado mentalmente, Ceres parecia estar em outro plano, leve parecia ser ou estar, não sei ao certo.

Uma espécie de mantra era recitado durante as voltas dadas por Ceres em seu circulo mágico invisível: “ a deusa canta em todas as coisas a canção da beleza”, “abençoados os que dançam juntos, abençoados os que dançam sós...”, "mãe Terra me leva sempre criança, mãe Terra me leva de volta para o mar" “somos o sonho e o sonhador”.

Terminado o recital de Ceres, onde ela parecia agradecer por tudo o que lhe foi oportuno vivenciar, ela degustou algumas frutas, dentre elas morango, embebeceu os lábios com vinho doce, comeu um pedaço do pão de orégano feito por ela mesmo horas antes de sua estranha atuação.

Segue a receita do pão que Ceres degustou:

Pão de Liquidificador com orégano

3 xícaras de leite morno
2 tabletes de fermento
2 ovos
1 colher rasa de sal
1 colher rasa de açúcar
1 colher rasa de orégano
1 xícara de óleo
7 xícaras de farinha de trigo

Bater no liquidificador os ingredientes, menos a farinha, coloque em uma tigela e misture com as sete xícaras de farinha uma a uma, até soltar da colher, coloque em uma forma untada com manteiga, deixe crescer por 1 hora. Leve para assar até que fique dourado.

Coisas de Ceres...

Márcia Alcântara
Lua da colheita, 2010.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Olha a Modinha

Ceres é uma menina-mulher que adora uma modinha. Eu diria que ela se deixa impregnar muito facilmente pelas coisas. Sua amiga, Brígida, já alertou para essa forma de vida que ela leva, mas esta cada dia pior.
A última coisa que impregnou em Ceres foi uma música, de letra muito bela, que cabe no dia de hoje e ai segue...

Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (viu?)
O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
Às três palavras que eu proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui...


Trilha sonora do Filme Toy Story 1 e 3
(fonte: http://letras.terra.com.br/disney/348875)
Para baixar: http://www.4shared.com/audio/KfZzsile/Toy_Story_-_Amigo_Estou_Aqui.htm

Coisas estranhas de Ceres...Feliz dia do amigo! :)

Márcia Alcântara
Inverno de 2010


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Brinquedos de Infância

Ceres anda um tanto perturbada. Imagino que ela é um tanto influenciável por demais, e olha que não é só eu que penso, sua amiga, Brígida também pensa como eu. Preciso confessar que ela, por vezes me cansa com suas lengas lengas...


Anda atordoada por simplesmente guardar brinquedos velhos. E como se não bastasse agora fica velando também os brinquedos de Tales, seu filho.


Olha os brinquedos diversas vezes ao dia na esperança idiota de sentir o que eles sentem, ou pretendem... imagino que Ceres pensa que os brinquedos estejam planejando um a fuga espetacular do lugar onde estão.


Sabe, se eu fosse eles, era o que tentaria. Imagino que o sentido de um brinquedo é brincar, e isso nossa colega não tem mais tempo, alias, faz tempo. Ceres já pensa que o sentido do brinquedo é estar junto ao dono por toda vida. Pobres coitados, que vivem bajulados, na escuridão de uma estante, jogados num quarto vazio... Até que colorido, mas sem energia.


Bom, espero que Ceres não me veja falar deles assim. No fundo sei que ela os ama e cultiva neles a alegria da infância de uma menina, que ainda hoje, pensa ser a moleca de décadas atrás...



Márcia Alcântara
Inverno de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

A Torta de Maçã de Ceres

Me parece que as férias dessa garota chegou. O fato é que agora o stress será um tanto contagiante. Ceres agora passa por um momento muito, muito difícil – isso é o que ela pensa, para Ceres tudo, tudo é difícil. É momento de decisões, escolhas, hora de tentar. O fato é que ela não sabe tentar. Ela sempre quer conseguir e sempre ter. E por isso sofre antecipadamente por tudo, chega ao ponto de adoecer por isso.

Hoje aconteceu um fato muito interessante, assim eu diria. Ceres,quando esta no apse do stress, adora fazer uma tal “torta de maçã”. Ela adora cozinha, faz tudo que é tipo de coisa, e olha eu diria tudo bem saboroso. Mas a “tal torta” que vive fazendo cada vez sai de uma maneira diferente. E olha que tem receita. Mas, pensando bem, talvez esse seja o problema, a receita. Ceres não sabe seguir receitas prontas, quer sempre inovar, fazer diferente do que é. Quase sempre a torta não sai tão boa quando deveria, mas ela come tudo, e sozinha, mas também não é tão grande.

Colocou na cabeça que ia fazer a torta fechada, assim como a do Pica-pau, risos... é isso mesmo, uma torta que o Zeca Urubu fez para colocar o pica-pau dentro. Tá gente, o Pica-pau do desenho, é esse mesmo ai. Azul e vermelho!

Caprichou na massa e colocou no forno. Por Zeus o cheiro disso assando é inefável. Mas, o resultado... ficou melhor ainda! Só que agora ela não comeu sozinha, risos... é ficou tão boa que teve que dividir. Que bom! Pois dividir o que tem não é um problema para Ceres...

Ah! Para quem se interessar indico:

Torta de Maçã.
Massa: um ovo, uma xícara de farinha de trigo, meia xícara de açúcar, meia xícara de banha vegetal, uma colher de sopa de baunilha, uma pitada de sal.
Misture todos os ingredientes e amasse até que solte das mãos. Se necessário acrescente mais farinha de trigo. Você encontrara o ponto correto.

Recheio: quatro maçãs descascadas e cortada em tiras, meia xícara de açúcar,uma colher de sopa de canela em pó, duas colheres de sopa de farinha de trigo, suco de um limão, uma pitada de nós moscada. Misture tudo.

Em uma forma, redonda, espalhe a massa ao fundo. Para isso divida em duas partes a massa. Depois de espalhada rente ao fundo da forma coloque o recheio. Em seguida faça rolinhos finos com o restante da massa e coloque sobre o recheio de forma cruzada, ou se preferir faça um disco com a ajuda de um rolo de macarrão e tampe totalmente a torta. Passe por cima uma gema para dar aquele aspecto divino. Coloque no forno por aproximadamente trinta minutos, ou até que você consiga resistir. Olha quente é uma doçura!

Coisas de Ceres....

Márcia Alcântara
Inverno de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma carta...

Fazia tempo que nada conseguia, mas hoje á tarde consegui esse escrito:


Oi meu Caro...

Há muito nada lhe escrevo. Não é falta de coragem, é que realmente não estou tendo algo sólido para dizer, escrever. Penso que tudo anda complicado demais, e isso inclui meu ser.

Gostaria de dizer á você apenas coisas boas, porém as coisas que ando tendo vontade de escrever, julgo não ser como eu queria que fossem.
Fico o tempo todo alternando entre a sanidade e a loucura, entre o amor e o não-amor, vontade e não-vontade, mas agora tem um desses estágios que andam me atormentando mais que os outros, emoção ou razão?
Estou completamente espantada! E não sei se quando relatar todo esse espanto vais ainda querer-me ao teu lado. É por isso que demoro a escrever-lhe. Além disso, não sei se você esta apto a me ouvir, ou se ainda quer ouvir-me.
Não estou louca, mas ela, a Filosofia tem me deixado um pouco desorientada, ou orientada demais, ainda não identifiquei o que acontece tamanho o meu espanto por tantas coisas.
Sabe, ao mesmo tempo em que tenho amado a todos tenho, também tenho odiado as atitudes e os comportamentos, simultaneamente penso não ter o direito de julga-las pois sempre afirmo não ter interesse, me relaciono por que assim é a vida, mas ao mesmo tempo penso que possuo interesse nelas, nem que seja a reciprocidade.
Quero que me desculpe por minhas atitudes (im) pensadas. Mas, quando as tomei estava dominada pela emoção e é por isso que lhe digo que estou completamente (des) orientada pela emoção, horas pela razão.
Não sei lhe dizer qual delas esta ao meu lado neste exato momento. Se a senhora Vermelha ou senhora Branca, sei que sinto presenças.
Preciso me despedir.
Nada quero de ti e tudo de ti espero.
Amo-te. Odeio-lhe.
Ceres

Terminada a carta, Ceres a endereçou, mas carregou consigo o envelope, vermelho, deixando apenas ao meu alcance o conteúdo que estava escrito em vermelho num papel docemente perfumado branco. Escrito esse que ao mesmo tempo em que parecia leve, estava pesado.
O ar estava cheirando a rosa vermelha e parecia não ter cor alguma...

Márcia Alcântara
Tarde iluminada de outono 2010.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Um Momento...

Há algum tempo Ceres já não escreve mais nada. Acredito eu que ela passa por momento em que esta conhecendo a si própria, claro que tardiamente.
Mas nesta noite, fria e de Lua minguante, Ceres fez como antigamente sempre fazia, escreveu uma carta. Eu não sei na verdade alguma coisa a perturbou durante o dia ou durante a noite, sei que num papel rosa, sentindo e observando as fadas do ar que saiam da fumaça do incenso de camomila que sobre a mesa estava aceso, com caneta lilás escreveu as seguintes linhas :

Boa noite meu Caro.

Faz tempo que o sol não me aquece. A chuva e sol ficam a bailar no céu, e claro nos tempo de outono o frio domina a luz do sol e com isso a umidade da chuva não deixa o sol aquecer nada e nem ninguém.
Estou me sentindo como o sol. Apareço, mas não consigo colocar em ordem a minha vontade. Estou me sentindo prisioneira em uma redoma que eu mesma criei, a redoma de vidro.
A minha única vontade é viver afastada de tudo. Não estou com vontade de conversar com ninguém. Ontem fiquei muito triste. Mas de fato entendo e a filosofia me ajuda nesse sentido a entender muita coisa.

Ontem, como a muito eu não sentia, não consegui saber qual era o meu real sentimento, de amor ou de ódio,não sei sou boa ou má, não sei se aos olhos do senso comum sou bruxa ou fada, ou quem sabe ainda, ambas as coisas. Na verdade agora colocando as letras no papel, me parece que o ódio domina meu peito. Sei que sou mais do que isso que sinto, mas estou confusa.
Como é ruim não conseguir saber, dizer, descrever o que sinto dentro de mim!
Mas é claro que não culpo nada e ninguém por isso, mas lá no fundo do coração gostaria que se sentisse mal por ter feito o que acho que você fez. Compreenda que é muito dificil tentar enganar alguém com o dom que tenho, e lá no fundo, sabes que tenho!
O que sei de verdade é que você não é inteligente o suficiente para entender seus feitos e desfeitos, quem dirá os meus sentimentos! Como sou tola!

O que sei na verdade que agora eu sinto dó de você por você ser esta criatura que és, sem direção, sem coração, ou a inda podemos piorar todas estas características, seu sem emoção!
Felizmente agora eu sinto frio, a noite grita lá fora as nuvens cobre a pouca luz que a lua pode oferecer, assim como suas atitudes pensadas fazem com os meus sentimentos.
Não, eu não estou com raiva de você, imagine! Sou mais do que o seu olho pode ver e não é sua culpa o que a minha projeção faz de você, ou que eu como sou quer que você seja.

Fique em paz, assim também tento Eu.


E com o cheiro adocicado da camomila dominando o ar lilás, Ceres terminou de escrever e adormeceu muito rapidamente como se não sentisse mais o que antes sentia, talvez devido ao uso do papel rosa, que significa magicamente amor universal e nele descarregou todos os maus sentimentos.

Márcia Alcântara
Outono de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bolo de Reis

Hoje Ceres acordou bem. Depois de muitos pesadelos durante o sono, acordou bem.
Também ela esta feliz por que hoje começa-se os preparativos para o Dia de Reis, Ceres sempre faz bolos deliciosos nessa e em outras épocas também.

Faz tempo que não digo nada sobre Ceres. Mas o fato é que não havia nada a ser dito. O apagão do texto anterior parece ter acontecido comigo também, risos. Hoje acabei por ter que escrever algo e então acabei arrumando algo para dizer. Ceres já havia pensando sobre isso, como escrever o que não pode ou o que não se tem?

Existem muitas maneiras para isso e os jornalistas que o digam. Mas hoje definitivamente eu tinha. Ceres andou um pouco irritada neste final de ano. Ceres imagina ser muita bagunça para nada. Apenas muda-se o ano e ponto. Mas o fato é que isso acaba gerando confusões, mortes e todas aquelas coisas que os terráqueos adoram se debruçarem em cima e ficar falando até que outra não aconteça. Ceres acha todas estas festas uma besteira.

Mas adora fazer bolo, e o bolo de reis vem ai, com cerejas por cima, com pitadas de amendoim, café e chocolate, servido com café fresquinho, sente o cheiro, humm, além de muito amor é claro!

Ceres, hoje acordou bem, e por isso talvez estar bem é sinônimo de bom sabor e bem fazer!

Bolo de Reis

Ingredientes

395g de leite condensado
150g ou 1/2 xícara de mel
120 ml ou 1/2 xícara de leite de bar
04 ovos
200g ou 01 xícara de margarina derretida
240g ou 02 xícaras de farinha de trigo
01 pitada de café
01 pitada de amendoim
01 pitada de chocolate em pó
01 colher de sopa de fermento
02 xícaras de frutas cristalizadas
01 xícara de açúcar de confeiteiro
02 colheres de suco de limão
Cerejas

Modo de fazer

1. Coloque para ferver o leite condensado, o leite de bar e o mel. Quando levantar fervura, abaixe o fogo e deixe ferver por mais 5 minutinhos. Tire do fogo e deixe esfriar.

2. Bata os ovos, a manteiga e a mistura já fria. Misture aos poucos a farinha peneirada, a pitada de café, o amendoim e o fermento. Acrescente então as frutas cristalizadas. Coloque em assadeira quadrada ou redonda previamente untada.

3. Coloque a assadeira no forno pré-aquecido em temperatura média ou 180º por mais ou menos 40 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.

4. Desenforme e cubra o bolo com açúcar de confeiteiro misturado ao suco de limão. Decore com as cerejas e sirva com café e muito amor.

Marcinha Luna
Verão, ano de Vênus 2010.