Encontrei este escrito em meio as coisas de Ceres e Tales:
As fadas brincavam de adivinhação pela floresta quando se deram conta de que o por do sol já enchia a copa das arvores de pura magia e precisavam voltar rápido para o reino.
Bailando entre um galho e outro, as fadas pegavam de volta o seu caminho de cristais... foi quando começou a cair do céu pequenas gotinhas de água, dando a elas uma sensação muito prazerosa, uma garoa mágica...
Ao olhar mais atentas ao caminho, viram um belo arco-íris desenhado no verde da floresta e no céu azul-alaranjado. Olharam-se e resolveram então apostar uma corrida e a que chegasse primeiro a ponta do arco-íris seria recompensada com que lá encontrasse (sempre há encantos no final do arco-íris). Para surpresa das fadinhas houve um empate e todas chegaram juntas.
No final do arco-íris encontraram um pote com um enorme laço verde... Abriram devagar e uma fragrância adocicada se espalhou pelo ar, fazendo do por do Sol algo ainda mais maravilhoso. Dentro do pote havia um papelzinho branco além de biscoitinhos verdes em formato de trevo e em cima de cada um deles estrelinhas de cinco pontas... na receita, escrita no papelzinho, dizia:
Biscoitinhos de São Patrício são responsáveis por muita alegria e sorte, aquele que se delicia com estes biscoitinhos seja em qualquer época, será sempre abençoado e repleto de magia em sua aura, a receita mágica deve ser feita com muito carinho e paixão.
Ingredientes: 400 gramas de farinha de trigo branca como as nuvens, 250 gramas de açúcar doce como o amor, 250 gamas de gordura vegetal picadas com carinho, 2 gotas de corante verde da cor da copa das arvores, estelinhas como a do céu para decorar. Misture com doçura todos e ingredientes até ficar uma massa fofa e macia. Asse em forno quente como seu coração...
Assim as fadinhas pegaram o pote e correram alegremente para dividir entre todas as fadas do reino...
Escrevi junto com Tales nossos devaneios de magia...
Márcia Alcântara
Quase por do sol do inverno de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Manhã de Saturno - Bolo Cremoso de Fubá
Hoje o dia amanheceu meio sol e meio frio, ventava as vezes e o sol se escondia com freqüência...a temperatura no sol era quente e na sombra, fria. Na noite anterior a Lua sorriu cedo e logo desapareceu, comprometendo-se a voltar hoje.
Talvez toda essa duplicidade inspirou Ceres no escrito que encontrei hoje, escrito á maquina de escrever, com tinta meio preta e meio vermelha, num papel verde cheirando a cereja...
Hoje acordei e vi o amanhecer, na sacada eu e Tales víamos o vento girar o cata-vento de borboletas verde s que Tales ganhou de sua avó materna, e então Tales me fez uma pergunta, um tanto curiosa: ¬- mamãe os homens do tempo erram? Por que olha mamãe, ta Sol e na TV o homem disse que ia chover e fazer frio? Mamãe eles mentiram? Na verdade fiquei pensando em como a moeda tem dois lados: mentira ou erro?
Conversei com Tales explicando a ele que assim como a vida, a natureza é complicada de se entender e também, muito complicado adivinhar sobre ela, os homens apenas tentam afirmar seus saberes a respeito das coisas, não sei se eles mentiram ou erraram. E então ele respondeu: - tá bom, mamãe, eu pensei que você soubesse de tudo. E eu respondi a ele: que tal fazermos um bolo bem delicioso para nosso café da manhã?
Com muita alegria fomos para a cozinha e fomos fazer um bolo cremoso de fubá, que assim como a vida, exibe em sua forma, duas texturas diferentes.
Bolo cremoso de fubá
Ingredientes
½ xícara de farinha de trigo, 1 ½ xícara de fubá, 3 xícaras de açúcar, 4 xicaras de leite, 1 colher de sopa de fermento, 2 colheres de manteiga, 3 ovos inteiros, ½ colher de canela em pó, ½ colher de cravo em pó, 1 pires de queijo ralado, 1 pires de coco ralado.
Preparo
Despeje carinhosamente todos os ingredientes no liquidificar e bata. A Textura da massa é bem liquida. Coloque em forma redonda ou quadrada, conforme seu gosto. Coloque para assar em forno bem quentinho por mais ou menos 70 minutos.
Ceres e Tales.
E assim os dois discutiram sobre diversas coisas da vida e suas duas moedas, e eu, apenas li e sentia o forte cheiro de bolo.
Márcia Alcantara
Manhã de saturno do outono de 2011
Talvez toda essa duplicidade inspirou Ceres no escrito que encontrei hoje, escrito á maquina de escrever, com tinta meio preta e meio vermelha, num papel verde cheirando a cereja...
Hoje acordei e vi o amanhecer, na sacada eu e Tales víamos o vento girar o cata-vento de borboletas verde s que Tales ganhou de sua avó materna, e então Tales me fez uma pergunta, um tanto curiosa: ¬- mamãe os homens do tempo erram? Por que olha mamãe, ta Sol e na TV o homem disse que ia chover e fazer frio? Mamãe eles mentiram? Na verdade fiquei pensando em como a moeda tem dois lados: mentira ou erro?
Conversei com Tales explicando a ele que assim como a vida, a natureza é complicada de se entender e também, muito complicado adivinhar sobre ela, os homens apenas tentam afirmar seus saberes a respeito das coisas, não sei se eles mentiram ou erraram. E então ele respondeu: - tá bom, mamãe, eu pensei que você soubesse de tudo. E eu respondi a ele: que tal fazermos um bolo bem delicioso para nosso café da manhã?
Com muita alegria fomos para a cozinha e fomos fazer um bolo cremoso de fubá, que assim como a vida, exibe em sua forma, duas texturas diferentes.
Bolo cremoso de fubá
Ingredientes
½ xícara de farinha de trigo, 1 ½ xícara de fubá, 3 xícaras de açúcar, 4 xicaras de leite, 1 colher de sopa de fermento, 2 colheres de manteiga, 3 ovos inteiros, ½ colher de canela em pó, ½ colher de cravo em pó, 1 pires de queijo ralado, 1 pires de coco ralado.
Preparo
Despeje carinhosamente todos os ingredientes no liquidificar e bata. A Textura da massa é bem liquida. Coloque em forma redonda ou quadrada, conforme seu gosto. Coloque para assar em forno bem quentinho por mais ou menos 70 minutos.
Ceres e Tales.
E assim os dois discutiram sobre diversas coisas da vida e suas duas moedas, e eu, apenas li e sentia o forte cheiro de bolo.
Márcia Alcantara
Manhã de saturno do outono de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Escrito esquisito
Esquisito! Assim foi a configuração que dei a este escrito que encontrei. As letras estavam tortas, escritas em roxo, num papel de pão amassado que parecia ter sido molhado e depois passado, a ferro quente quem sabe... me parece que depois foi enrolado e jogado num chão de terra molhada, como se fosse uma semente adubada... mas papéis não nascem.
Então é assim?
O fogo queima
A água molha
E a vida?
Enrola.
O fogo queima
A água molha
E a vida?
Enrola.
O tempo passa
O ar assopra
A terra consome
Tem-se a sobra.
De tudo se fala.
E nada se entende
A linguagem é simplesmente
Algo pendente!
É Desnecessária.
Supérflua.
Fulminante.
Avassaladora.
Melhor sentir.
Melhor amar
Prefere-se mentir
E odiar.
A vida é assim.
Assopra de lá.
Queima daqui.
Molha acolá!
Ahahah...sei lá!
Ceres...
Vai entender o que se passa.
Márcia Alcântara
Frio de verão 2011.
Obs: eu queria contar.
Obss: sabia que era desnecessário.
Obss: mas mesmo assim senti que precisava relatar, a vida é assim.
Obsss: o que escrevi, eu vi, melhor dizer, eu li.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Mais um escrito
Hoje o dia parecia que ia ser sem graça, a Lua já não havia dado o ar da graça e ao amanhecer o sol nem se quer a apareceu, mas encontrei um escrito de Ceres sobre a cama, que encoberto pelos edredons floridos, exalava um perfume indescritível. Eu não consegui entender tudo, parece conter alguns códigos que não pude decifrar, mas reproduzo fielmente tudo o que estava escrito e desenhado:
Bom dia como se diz aqui na Terra, e meu sentir como sentimos por ai.
Por aqui ainda não se perdeu a mania de dar matéria aos sentimentos através das palavras, espero que por ai não tenha se perdido a gostosa maneira de sentirmos na pele todo e qualquer tipo de sentimento, espero que o poder do abraço e magia do beijo ainda sejam presentes, por aqui, tudo isso é mau visto, ou simplesmente mal interpretado.
Bom dia como se diz aqui na Terra, e meu sentir como sentimos por ai.
Por aqui ainda não se perdeu a mania de dar matéria aos sentimentos através das palavras, espero que por ai não tenha se perdido a gostosa maneira de sentirmos na pele todo e qualquer tipo de sentimento, espero que o poder do abraço e magia do beijo ainda sejam presentes, por aqui, tudo isso é mau visto, ou simplesmente mal interpretado.
Desculpe meu jeito de escrever, mas por aqui estou á tanto tempo, que já adquiri a maneira terráquea de escrever, mas uma coisa você pode ficar tranqüilo, não adquiri, daqui, a maneira estúpida de sentir, ainda sinto como se estivesse ai... E por isso escrevo esta carta agora.
Estou com saudades, e necessitava de escrever, uma vez que você não esta aqui para me olhar e sentir comigo o que sinto agora. Perfumei esta carta com jabuticabas frescas e colocarei no lacre, sementes de morangos. Escrevi na cor lilás, para que saibas que encontrei o ar lilás que tinha perdido e quero agradece-lhe por ter me mandado o mapa em meus sonhos.
Sinto tanto a sua falta, ou melhor, sinto tanta falta daí... Aqui é tudo muito estranho e esquisito. Estou um tanto quanto cansada de tentar ser o que não sou, e olha que mesmo assim, fazendo de tudo para que seja uma cópia dos daqui, eles não me entendem, imagina eu assumindo minha verdadeira identidade. Seria a pior estupidez minha.
Ah! Aqui tem tanta beleza assim como ai, mas aqui não é admirada como deveria. Estou com muitas saudades, e assim que conseguir irei de volta, não quero mais ficar aqui, entendo que minha curiosidade e vontade do novo fez com que eu viesse parar aqui, mas quem nunca erra? Sei que foi minha culpa ter vindo parar neste lugar, mas todos aqui são tão atraentes que me deixei levar por palavras, pensei que estas eram interessantes que eu pudesse aprender e levar para ai todo esse aprendizado, mas errei, eu sei que errei. Hoje existe dificuldade até mesmo para que eu possa falar com você. Foi sorte, como diz por aqui, e pura magia como se diz ai, você ter aprendido a ler e dar sentimento ao que escrevo.
Como eu disse, sinta em minhas palavras o doce azedo das jabuticabas e o tempero das sementes de morango, respiro o ar lilás e mando para ti meu beijo e meu abraço tocando forte sua pele e escutando as batidas do seu coração quando meu corpo toca o seu... Saudades como se diz aqui e inefável, pois ai é puro sentir.
Ceres.
Foi o que encontrei nesse dia chuvoso de verão de 2011.
Márcia Alcântara.
Márcia Alcântara.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Não precisa de título, sentir não tem título
Ceres passou a noite em claro, isso não é novidade, mas sim parte de sua rotina. Olhou diversas vezes pela janela como se procurasse por algo que não encontrava. Não sei o que era, mesmo por que, quando se trata de definir algo sobre ela, as palavras faltam, simplesmente não se encontra nada que possa descrevê-la ou defini-la. Aliás, definição é uma palavra mortífera para ela.
Fiquei feliz por que ela encontrou papel e caneta, papel branco, caneta azul. Gosto de ler o que ela escreve, é estranho, mas gosto de imaginar suas palavras, letras e mesmo que complicadas suas palavras as imagens que os escritos me proporcionam surtem em mim um efeito bom. Mas enganei-me, Ceres não conseguiu escrever, sentia-se agoniada, enfadigada .
Nenhuma palavra, nenhum papel, nenhum perfume... nada e tudo ao mesmo tempo. Ceres andava de um lado ao outro, deitava e levantava... a cama parecia não aquecer. A janela era uma válvula de escape, mas a neblina cobria seus cúmplices: a Lua e as Estrelas.
Ceres estava só, com medo. Estava com ela mesma e isso, essa solidão tão almejada a fazia se sentir mau. Definitivamente, só de observar, nota-se, que se trata, de quem não sabe o que quer. Quando não encontra solidão, papel e caneta, aborrece-se. Quando os tem não sabe comportar-se. É como se ela não fosse daqui. É como se aqui não fosse seu lugar.
Parece haver um outro mundo dentro dela. Por vezes sinto que o mundo criado por ela não lhe faz bem. Mas quando em sua companhia me encontro durante os dias, e vários dias seguidos, já á tempos, posso ver que a realidade lhe é uma ameaça. Viver para ela é uma agonia no meu modo de ver, mas ela não sabe explicar o que sente.
Vou me colocar a observá-la, ainda mais que nunca. E roubar seus escritos me faz tão bem, assim como me fazem mal. Tentar imaginar seu sentir, me faz bem, assim como me faz mau. Assim como um dia ela escreveu:
“..viver para mim é tão bom que se torna ruim, pois alcanço e esgoto-me na tristeza por simplesmente, conseguir, não sei o que quero, e nunca mais me faça esta pergunta, eu lhe peço, seu silêncio me afeta, mas esta pergunta me deixa com ódio...” (CERES).
Não se pode terminar um texto com citação, mas estas palavras esgotam-se no que dizem, que Ceres não ouça isso, pois para ela, as palavras “nada dizem” e nada se "esgota".
Márcia Alcântara
Yule 2010.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Bilhete...
Hoje Ceres resolveu escrever, parecia estar afobada e ao mesmo tempo tranqüila. No consegui identificar nela seu verdadeiro sentir, é como se sentisse a tudo e não sentisse nada. É como magia que não existe. Mas como desatenta que é, consegui pegar, sem que ela notasse minha presença, um bilhete escrito, prestes a ser colocado em um envelope branco, as cores das letras eram azuis e o perfume era cítrico-doce, lembrava ser de jabuticaba. O remetente, como sempre, ela escreve com uma caneta mágica, impedindo meus olhos de ver, parece que o remetente de suas cartas é mais importante que seus escritos. Mas por hora, aprecio e agradeço por conseguir ler suas palavras doces, amargas...salgadas talvez.
Um dizer para você.
Um dizer para você.
Nunca senti o que agora sinto. Talvez eu nem saiba o que é realmente isso. Tento saber, mas desisti por momentos tentar dar sentido a tudo. Agora estou preferindo sentir o que não tem sentindo. Saborear o que não tem gosto. Nesse mundo e nessa vida, essa que estou agora e que talvez não seja a sua, estou completamente sóbria e perdida. Sóbria por que sei onde estou e perdida propositalmente, pois não quero encontrar-me. É um perigo encontrar-me, pois corro o risco de estar encontrando, também, a ti. Por hora assumi a posição de sair e me esconder. Julguei ser melhor assim, mas é fato que não sei julgar nada. Não sei julgar nem qual o melhor momento para voltar do mundo que criei e chegar até a verdade, se é que exista alguma. Talvez a verdade seja aquela que eu queira, mas por hora não estou a querer nada.
Ceres
Tarde quente com pingos de chuva – primavera 2010.
Tarde quente com pingos de chuva – primavera 2010.
Márcia Alcântara
primavera 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Encontro e despedida
Há muito Ceres não escrevia nada, parecia ter deixado de lado o que eu mais gostava de ler, suas cartas misteriosas, escritas não se sabe para quem. Muitas vezes parecem cartas de desabafo e dor, mas muitas vezes de amor, e por outras indicando seu dia-a-dia. Seus remetentes, nunca conhecidos, parecem sentir suas palavras, da mesma forma como um simples abraço parece falar, ou como um simples beijo parece denunciar... E num descuido de Ceres, que sempre vive em mundo próprio, peguei esta carta, que escrita com letras cor de rosa, dizia:
Meu caro.
Não tenho opção que não seja escrever. Palavras que nada dizem, mas que cura meu interior. Parei para olhar a vida e me esqueci do tempo de agora. Quando cheguei, senti um vazio, um desconforto na alma, desconforto esse que parece ser o final quando ao mesmo tempo parece ser um começo. O final da alegria...o começo...
Os fatos acontecem em nossas vidas como relâmpagos, que muitas vezes cegam nosso olhar, e por vezes parecem machucar os sentimentos, ecoando como trovões na alma. Sempre há cura! Mas a cicatriz e a dor, nunca esquecidas. Não há cura para o sentimento.
Mas estou esperando uma palavra sua, estou esperando seu carinhoso abraço. Suas palavras doces ganharam meu coração, e eu que pensei que elas nada diziam! Você parecia ter chegado para ficar, com jeito simples e amável, fez com que meus dias se tornassem mais felizes. Parecia me conhecer com tal profundidade...
Mas tudo que chega parece também ir e tudo o conhecemos parece agora desconhecido. São apenas dois lados de uma mesma moeda. Vai e vem. O dito pelo não dito. Assim como a dualidade escondida em mim, existe a dualidade de vida também em ti. Minha imaturidade não permite entender as diferenças. A confiança foi tanta, as expectativas ainda maiores (esse o meu maior defeito). Meu lado criança, agora, chora. Meu lado mulher encontra-se magoado.
No meu país das maravilhas você chegou com tanta magia e da mesma maneira se foi. O meu mundo estará sempre aqui. Volta se achar que deve, mas fique do lado de lá, se nada puder entender. Na contradição e na dualidade...Respirando o ar lilás...
Ceres.
Márcia Alcântara
Primavera sem flores de 2010.
Assinar:
Postagens (Atom)