quarta-feira, 10 de junho de 2009
O início de minha História com Ceres
terça-feira, 19 de maio de 2009
O início de história com Ceres
Para minha surpresa aquele pequeno ser começou a me seguir. Claro que não dei atenção, achei que não era comigo, afinal sou tão abstrato e insignificante, não tenho nada, e nem tenho forma alguma. Até aquele momento nada e nem ninguém tinha me visto, me dado atenção, mas para minha surpresa era comigo sim. Ela perguntava, andando rápido atrás de mim, como era meu nome. E agora? Meu nome? Eu nunca tinha pensado nisso. Ter um nome era algo muito estranho, é como dar um nome a quem não é nada. E o mais estranho afinal, como eu podia me comunicar com ela?
E então ela me disse que eu não precisava ficar tão agitado e com tantas duvidas, dizia ela: "Dúvida são parte da vida!". Vida mas o que é vida? Nossa, eu não conseguia entender nada. Como ela me via ou me sentia? Sei lá. O fato é que ela me sentia. Disse-me isso.Disse-me também que seu nome era Ceres, que tinha vindo de longe, de um lugar também redondo, assim como o lugar que eu vivia. Eu vivia? Não sabia até aquele momento o que era viver. E para minha surpresa ela disse que tinha vindo da Lua.
Lá estava um pouco monótono naquela noite e ela resolveu passear num mundo azul que tinha visto lá de cima. Ela dizia tudo com uma voz tão suave que fui de certa forma me acalmando, falava para mim que eu era muito especial e pediu que eu mostrasse as coisas legais que tinham no meu mundo azul. Mas qual o meu mundo? Não tinha nem ao menos notado que ele era azul. Até aquele momento eu não sabia se eu tinha um mundo. Reticências
Marcinha Luna
outono de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
O início de minha história com Ceres
PRIMEIRA PARTE
Encontro
Eu era algo completo em mim mesmo, apenas sabia que estava de noite, que não tinha estrelas e que talvez a lua se encontrasse em sua fase nova, pois não dava o ar de sua graça no céu. Foi então que o vento sussurrou ainda mais forte, praticamente gritando enquanto passava por mim, senti um arrepio, uma forte energia, e continuei a vagar como estava fazendo. Mas não conseguia esquecer daquela sensação, eu não era acostumado a ter sensações. Continuei a vagar, e a noite foi desaparecendo quando os primeiros raios de sol começaram a surgir.
O dia apareceu, o vento sumiu. O calor apareceu e o frio sumiu. Mas algo apareceu em minha frente, uma menina, fita de cetim vermelha com laço nos cabelos longos e negros. Seus olhos eram também negros e pareciam bolinhas de gude, como eram redondos... Suas sobrancelhas eram perfeitas, mas em sua feição pude notar que parecia um pouco assustada... Mas isso só durou alguns instantes, pois logo um belo sorriso de menina-mulher se desenhou em seu rosto. Pálida e meiga. Assim era aquela figura que surgiu em meu caminho enquanto eu vagava. RETICÊNCIAS
Marcinha Luna
outono de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Ceres em: Desejo
Ceres anda pensando que o desejo não deve ser alcançado, mas que se alcançado outro deve ser colocado em seu lugar, algo assim. É difícil explicar com palavras, imagine em forma de ação? Mas o fato é que ao desejar, Ceres pensa estar indo em direção a algo extremamente bom, e Ceres não quer chegar lá, esta se deliciando pelo caminho, caminho este perfumado, colorido, gostoso... talvez ao chegar no final do caminho tudo se acabe, o perfume se esvaía, o colorido simplesmente desbote, o gostoso deixe de existir, não que fique ruim mas que simplesmente suma. Talvez ao chegar no final do caminho tudo não passou de um sonho, onde tudo não existe, onde tudo simplesmente não passou de uma imaginação tola e boba. Não quer que seu desejo seja como na sua infância, acreditava que suas bonecas tinham vida, acreditava que era como uma boneca e quando na realidade Ceres chegou, viu que não era nada disso, os contos de sua infância apenas ficaram dentro de uma caixa mágica, e o trabalho principal desta caixa é iludir e dissimular.
Ceres não quer concluir seu desejo. Ceres quer ficar a desejar.
Penso eu, que aqui lhes escrevo, que Ceres pode não querer agora, ela pode não estar entendo direito o que quer, mas quando estiver cara a cara com o dito desejo, duvido que ela não ceda a ele. Quem sabe outro muito mais gostoso virá. O fato também é que Ceres tem medo do novo, talvez ela não queira colocar um novo desejo no lugar do que anda sentindo. Ceres não sabe o que pode vir a acontecer depois de seu desejo realizado. Vou dar um exemplo mundano e material: e se Ceres ganhar um carro e não souber guia-lo? Ta vocês podem dizer que ela pode aprender a guiá-lo, mas o fato é que, e se não aprender? Pode não haver tempo? E por enquanto esta é experiência de Ceres, amanhã pode ser outra.
Ceres aproveita e manda um recadinho a Pérola: Querida Pérola, amiga-irmã, deseje muito e muito, pois assim desejando junto a mim vais ficando! Deseje com o coração e hoje e somente hoje os portais da felicidade estão abertos, passe por eles sem medo, do outro lado desejos estão te esperando! Com carinho... Ceres.
Ceres, Ceres cuidado com desejos...
Marcinha Luna
Outono de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Ceres em: Muito a dizer sobre tudo...
Ceres está feliz. Mesmo não conseguindo fazer de seu tempo o que Heráclito (seu esposo) faz. Mesmo não dando conta de cuidar o suficiente de Tales (o primogênito). Pois é, os dois tão contrários são os mesmos ao mesmo tempo. Affs fico sem fôlego só em pensar.
Ceres este final de mês esta com milhares de coisas a fazer ao mesmo tempo. Aliás, Ceres diz: Maldito Tempo!”Cuidar de Heráclito, de Tales, dos afazeres da faculdade, de seus dotes culinários, deixar sua casa tal como uma casa de bonecas com perfume de flores do campo, além de suas ambições e desejos. Esta cansada e feliz.
Ceres ontem ficou triste com um grande amigo/a. Não quero dizer aqui para não expor suas emoções, mesmo por que Ceres pensa que as pessoas devem adivinhar o que ela pensa, assim como ela faz com os outros, mas não é bem assim, mas ficou chateada mesmo assim. Talvez as pessoas nos surpreenda. Mas isso passa “é a vida”.
Mas colegas, ontem também ela foi a um sebo e ficou muito feliz. O objeto de seus estudos estava lá na estante jogado, tal como anda pensando Ceres. Pena a maquina não estar em sua bolsa. E assim foi. Nada como um bom labirinto, rodeado de letras, artes e frases por todos os lados para curar Ceres.
Ontem foi ontem e hoje é hoje. E Ceres esta feliz. Foi pela manhã ao Museu, que passeio estupendo! Acompanharam Ceres nesse passeio: Heráclito, Tales, Dionísio e Sakura. Viram muitas coisas. Árvores, terra e natureza, e também muita água, não como a do mar, mas a que Tales gosta.
Preciso parar de dizer agora. Sobre tudo não se pode falar, fica tudo sem sentido algum e como disseram por ai “o que não se deve falar, deve se calar” então calo-me.
Chega de pensar Ceres, Ceres...
Marcinha Luna
Outono de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Ceres, ilusão, deslumbramento, reticências
Ceres teve um ótimo dia hoje. Frio e Chuvoso, mas ótimo. O sol estava lá, mas nos iludimos ao pensar que ele simplesmente não estava. A Lua, a noite, não aparecerá. O cair da noite esta chuvoso, além de tudo a Lua esta prestes a se tornar nova, e para quem não acompanha o seu percurso, quando nova se torna a Lua, no céu não aparece. Mas de fato ela esta lá.
Também de fato somos enganados a todo o momento por quem quer deslocar a culpa e se embirrar por ter feito algo que pode não nos agradar. Fica fácil assim, deixar-nos chateados, pensando que talvez tenhamos feito algo errado quando ela mesma o fez. Também hoje Ceres teve este sentimento. Aliás vou te falar, Ceres anda a flor da pele.
Anda tendo desejos secretos, dos quais nem mesmo eu, que sou seu porta pensamento, estou tendo acesso fácil. Claro tento fazer ao máximo para contar a vós, mas existem coisas inefáveis a transmitir.
Ceres anda se deslumbrando muito com tudo e nada ao mesmo tempo. Tempo?! O que vem a ser isso quando Ceres resolve colocar em pratica seus dons mágicos?! Não existe o tempo. Não existe o eu e nem mesmo o ela. Talvez um dia existiu ou possa vir ainda existir, mas hoje e somente agora ela não existe ou pensa.
Também podemos enganar. Esta não é uma pratica bem vista por Ceres. Afinal Ceres com seu carisma e sua doçura de Menina Mulher jamais irá enganar ninguém. E é fato que realmente não engana, mas acerta sempre, acredita sempre, consegue sempre o que quer. Enganando ou dissimulando? Claro que não. Pode até ter “olhos de cigana dissimulada”, mas quando deseja algo, este algo se joga nela.
Pérola pode dizer o quão é verdade isso. As duas estavam a esperar o trem quando este lotado chegou aos trilhos. Não hoje um outro dia, mas que dia não importa por que o tempo não importa, o que importa aqui é a essência do dito, esta sim é que existe. Pérola com seu jeito doce e cansado disse a Ceres:
– Ai queria tanto sentar!
Ceres lhe respondeu:
– Para se sentar basta você querer.
Entraram no trem e na estação seguinte dois lugares foram disponibilizados a elas.
O problema é que também podemos “nos” enganar. Não entendeu? Use sua ilusão!
No final do seu espetáculo, aquele você vive todos os dias, tire o seu chapéu e bata palmas, nem que seja apenas uma ilusão, um devaneio qualquer. Reticências
Ceres, Ceres!
Marcinha Luna
Outono de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ceres, a Lua, o Mar...
Em sua viagem se deparou com três seres. Ceres não era um destes seres. Ela apenas os via, enquanto eles não a via. Os três seres encontravam-se na praia, o mar sussurrava baixinho enquanto a lua dava um espectáculo de beleza no céu que estava completamente estrelado. Ah! Quanta beleza. Ceres deliciava-se com a cena.
Os seres se levantaram e quando na beira do mar chegaram, um a um foi entrando no mar. Ceres acreditava naquele momento ser uma espécie de alma, de ser invisível que podia habitar outros seres. Não pensou duas vezes. Deslizou pelo ar como uma energia cor-de-rosa e adentrou no primeiro ser. Nossa! Ceres foi expulsa do corpo do ser como um nada. Mas na verdade ela não foi expulsa, ela mesma se jogou. Que ser mais duro, que ser mais fechado e comum – parece que possui uma armadura! Ceres detesta seres comuns!
Deslizou novamente pelo ar e adentrou no segundo ser. Atchatchatch! Que ser belo. Ceres sentiu naquele momento a emoção que adentrou naquele ser. Ceres por um instante viu as cores de um arco-íris brilhar no coração dele. Quando a água bateu na cintura do ser ele teve... Ah! Sei lá o que ele teve, sei que ele olhou a Lua e simplesmente apaixonado ficou. O coração daquele ser batia completamente descompassado. Mas Ceres precisava sair daquele corpo antes que ele percebesse. Ceres ficou muito feliz ao poder perfurar aquele ser e sentir os sentires do outro que não eram os seus sentires,mas ao mesmo tempo muito parecido consigo.
Deslizou levemente pelo ar. Adentrou no outro ser. Por Zeus! O ser não adentrou no mar! Encontrava-se molhado, sereno. O mar é que tinha adentrado no ser. Que sensação inefável Ceres pode sentir. A energia da Lua atravessa aquele ser. Não foi o ser que olhou a Lua, mas a Lua estava paquerando aquele ser tão especial. Que sensação!
Ceres saiu. Rosa o tanto quanto antes. Agora talvez mais leve ainda. Não que ela tenha sido “vampira” e roubado a energia do terceiro ser, não é isso não. O fato é que Ceres, que adora sentires, sentiu algo um tanto quanto diferente, inexplicável, inefável, incomensurável. Pena que é hora de voltar para a realidade querida Ceres! Mas conhecendo bem Ceres, sei que ela não será mais a mesma de antes!
Ceres, Ceres...
Marcinha Luna
Outono de 2009